domingo, 9 de janeiro de 2011

Parabéns, Bruno e Rafa!

Há exatamente treze anos, recebemos na nossa família duas joias: Bruno e Rafael. Minha madrinha estava lá, enooooooorme, carregando duas coisinhas pequenininhas no barrigão...
Não me recordo muito bem do dia do nascimento deles, mas me lembro de como eu adorava ir até a casa dela para 'ajudá-la' a tomar conta dos dois. Para quem não sabe, um filho já dá trabalho, imagina só dois! Hahaha.
Mas era um trabalho tããão gostoso...
E então, essas duas coisinhas cresceram. Entraram na escolinha... que alegria era vê-los dançar quadrilha em julho, ou fazer uma apresentação emocionante no dia das mães e dos pais... A apresentação de final de nao então! Um monte de criancinha lá cantando músicas de Natal, e a gente só conseguia prestar atenção neles...
Como era gostoso vê-los crescer... Cada desenho no papel, cada cartinha com a letrinha toda torta, cada gesto diferente que eles faziam, eu sentia uma alegria dentro de mim, como se estivesse ganhando um prêmio... Eu estava...
O prêmio de poder ver de perto cada conquista deles. Como eu tenho 8 anos de diferença dos dois, pude acompanhar cada fase, desde aquela em que eles começaram a engatinhar, até essa de chegar em casa como braço todo arrebentado dizendo que caíram da bicicleta...
Quando falamos em gêmeos, imaginamos duas criancinhas andando de mãos dadas com a roupa igual, cabelo igual, tênis igual... Tudo tão igual que só a própria mãe consegue identificar qual é qual.
Os dois foram diferentes. Nunca usaram a mesma roupa, mas estavam sempre juntos. E se você não os conhece, fica surpreso de ver como eles são diferentes...
Hoje, por ser aniversário dessas duas coisinhas que eu tanto amo, resolvi escrever um pouco sobre eles.




O Bruno nunca foi muito de conversar... Sempre correndo, brincando, jogando video-game... Um menino tímido, meio fechado... Pra arrancar um beijo dele, custava muito! Hoje, isso mudou um pouco... É muito bom poder jogar conversa fora com ele, mesmo que por pouco tempo. Eu não me lembro de conhecer alguém tão distraído e despreocupado como ele. E, por incrível que pareça, isso é uma qualidade...hahaha. Às vezes me pergunto se ele sabe o quanto eu gosto dele. Deve saber sim... O tanto que eu aperto, mordo, brigo, tiro sarro... Impossível não saber :D








O Rafael... senhor perguntinha... sempre querendo saber tudo. Um amigo, um companheiro pra todas as horas... Quantas vezes não ficou acordado comigo até tarde vendo filmes, ou conversando a toa? Como é bom a gente poder ter alguém assim na família... Um garoto de apenas 13 anos, tão maduro, tão adulto...
Seja para conversar sobre Internet, livros, celular, música, jogos, novidades...
Seja para ir ao supermercado, shopping, escola, trabalho, cinema, médico...
Para qualquer coisa que eu preciso... Ele sempre está de prontidão para me fazer companhia.



Como vou conseguir ficar longe de vocês dois? Como vou aguentar a saudade de não ter dois pestinhas me atormentando nos finais de semana? Como vou ficar tanto tempo sem poder morder vocês até deixar marca?
Vou sentir uma falta imensa de vocês dois...
Certa vez, sua mãe escreveu um recadinho em uma agendinha minha e citou a letra de uma música mais ou menos assim: "Se todos fossem iguais a você que maravilha viver". Pois é... Ela escreveu isso há muito tempo. Vocês nem estavam por aqui.. :)
E hoje, faço uso dessa letra para poder expressar o mais puro sentimento de amor e carinho que sinto por vocês.


Meus parabéns!
Que todos os seus sonhos se tornem realidade, e que a vida de vocês seja repleta de muita paz, saúde, harmonia, alegria e tudo de bom!
Continuem sendo esses garotinhos maravilhosos que são. Continuem sempre enchendo a casa de alegria e dando esse baita orgulho aos seus pais.


Não preciso nem lembrá-los de que, mesmo há milhares de km de distância, estarei SEMPRE 'aqui'. É só gritar que eu apareço pra qualquer coisa. :)






Eu amo vocês. E é pra sempre.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Família.

Comecei a ouvir uma música do Jota Quest e uma felicidade muito estranha tomou conta de mim.
Eu sei que não tenho visitas no meu blog, mesmo porque eu não posto muito. Mas me deu vontade de escrever aqui, e então eu vim! :)
Não chegeu a falar aqui, mas vou passar um ano no Canadá. Vou estudar e trabalhar por lá. Mas não vim falar disso.
A felicidade que tomou conta de mim não é por causa da viagem. Quem é meio família como eu sabe como é difícil ficar longe dos pais, avós, irmão, tios, primos... Eu fiquei apenas um mês e quase morri. Agora tõ arriscando ficar um ano. Um ano longe da minha casa, das broncas da minha mãe, dos beijos melados do meu pai, dos tapas do meu irmão, das noites com meu primo Rafa, das poucas (mas muito engraçadas) convesas com meu primo Bruno, das alfinetadas da Vó Neyde, do companheirismo do Vô Colombo, das longas conversas com o Vô Silva, das confissões com a Vó Therezinha, dos altos papos com meu padrinho, das zueiras com meu tio Zé, dos conselhos da minha madrinha.... Fora meus tios, que, mesmo não tão próximos, estão aqui pertinho de mim. E hoje eu sei que se me der saudade, eu pego um ônibus e vou ali dar um abraço neles.
Família...
Ter amizade com seu irmão, contar suas coisas pra ele, brigar e imediatamente fazer as pazes, chamar por apelidos que só vocês dois entendem e sabem a graça que tem... Irmão a gente não escolhe. Mas seu pudesse, escolheria o meu. :')
Aliás, família agente não escolhe. Mas eu fui encaixada na família certinha para mim.
Eu brigo, e muito, com a minha mãe. Mas que mãe não implica com a roupa curta, ou com uma blusa meio apertada, ou com a cara branca sem maquiagem (naqueles dias de preguiça que nem lápis no olho você passa), ou com o quarto desarrumado, ou com a hora que vc chega em casa aos sábados. A minha mãe faz isso. Por que?
Porque ela me ama, oras! Ela quer meu bem, eu sei disso. Ela é chata! Hahaha. Mas é a minha mãe! É a minha amiga, é a minha companheira, é a base da minha casa. Não sou nada sem ela, nunca seria nada sem ela. E o que eu sou hoje, foi fruto do esforço e dedicação dela.
Meu pai. Ah, meu pai. Sempre estressadinho, sempre ocupado... Quando vc menos espera, PÁ! Leva uma patada. Mas para onde vai o salário dele de todo mês? Faculdade, ônibus, mercado, escola, inglês, academia, viagens, meu intercâmbio! Hahaha. É tudo por mim e pelo meu irmão. TUDO! Sempre chega em casa com uma surpresinha. Desde um chiclete, até um baldão de pipoca. Só pra ter o gostinho de ver um sorrisão estampado na nossa cara. Muito emotivo ele, viu. Chorão! E adivinhem para quem eu puxei: HÁ! Coitado, sempre tiramos sarro dele em casa. Inventamos apelido, damos risada das bobeiras que ele fala. Meu pai, meu ídolo, meu herói.
Minha madrinha. Ah, a mita... (calma, tô chorando...) minha amiga. Ela é exageradamente legal. Sério! E me deu duas joias... Meus primos. Meus amores. Meus amiguinhos, meus aluninhos...
Isso é família.
Você só vê defeito nela... Mas quando está a mais de 10 mil km de distância deles, vc se lembra dos bons momentos... Daquele Natal que vocês passarm juntos, do Ano Novo... todo mundo se abraçando, assistindo à queima de fogos... desejando paz, saúde...
A família... Aquela que às vezes não nos orgulha muito pelas atitudes, mas ainda assim, é família!
Quando você menos espera, todos estão lá por você. Todos vão SEMPRE estar lá por você. Onde quer que seja, quando você precisar...


Temos também a família que escolhemos...
Meu pai costuma dizer que quando você se casa, você não se casa com seu namorado, mas sim com a família dele. Eu não sou casada. Mas se isso que meu pai disse é mesmo verdade, eu tô tranquila. Afinal, um dos lugares que mais me sinto bem, é junto da família do meu namorado.
Eles são diferentes de todo mundo que conheço. São mais felizes do que muita gente. E, assim como minha família, eu sei que quando eu precisar, todos eles estarão lá por mim... Um pai, uma mãe, uma irmã, um irmãozinho, e uma aFILHAda... Deus foi muito bonzinho comigo por colocá-los em minha vida. :')

Duas famílias, um amor pra vida toda, poucos (mas bons) amigos...
Não preciso de mais nada.
Dinheiro? Ah, para! Não há dinheiro que pague a minha felicidade por tê-los comigo hoje e sempre.
Eu estarei aqui para eles e por eles quando for necessário.

Família é isso. É briga, é amizade, é companheirismo, é amor.
E eu sou eternamente grata a Deus pela família que tenho.

Ela vai me fazer muita falta. Muita mesmo.
E se eu conseguir ficar longe deles por um ano, acho que serei a pessoa mais vitoriosa desse mundo.

:')