quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Família.

Comecei a ouvir uma música do Jota Quest e uma felicidade muito estranha tomou conta de mim.
Eu sei que não tenho visitas no meu blog, mesmo porque eu não posto muito. Mas me deu vontade de escrever aqui, e então eu vim! :)
Não chegeu a falar aqui, mas vou passar um ano no Canadá. Vou estudar e trabalhar por lá. Mas não vim falar disso.
A felicidade que tomou conta de mim não é por causa da viagem. Quem é meio família como eu sabe como é difícil ficar longe dos pais, avós, irmão, tios, primos... Eu fiquei apenas um mês e quase morri. Agora tõ arriscando ficar um ano. Um ano longe da minha casa, das broncas da minha mãe, dos beijos melados do meu pai, dos tapas do meu irmão, das noites com meu primo Rafa, das poucas (mas muito engraçadas) convesas com meu primo Bruno, das alfinetadas da Vó Neyde, do companheirismo do Vô Colombo, das longas conversas com o Vô Silva, das confissões com a Vó Therezinha, dos altos papos com meu padrinho, das zueiras com meu tio Zé, dos conselhos da minha madrinha.... Fora meus tios, que, mesmo não tão próximos, estão aqui pertinho de mim. E hoje eu sei que se me der saudade, eu pego um ônibus e vou ali dar um abraço neles.
Família...
Ter amizade com seu irmão, contar suas coisas pra ele, brigar e imediatamente fazer as pazes, chamar por apelidos que só vocês dois entendem e sabem a graça que tem... Irmão a gente não escolhe. Mas seu pudesse, escolheria o meu. :')
Aliás, família agente não escolhe. Mas eu fui encaixada na família certinha para mim.
Eu brigo, e muito, com a minha mãe. Mas que mãe não implica com a roupa curta, ou com uma blusa meio apertada, ou com a cara branca sem maquiagem (naqueles dias de preguiça que nem lápis no olho você passa), ou com o quarto desarrumado, ou com a hora que vc chega em casa aos sábados. A minha mãe faz isso. Por que?
Porque ela me ama, oras! Ela quer meu bem, eu sei disso. Ela é chata! Hahaha. Mas é a minha mãe! É a minha amiga, é a minha companheira, é a base da minha casa. Não sou nada sem ela, nunca seria nada sem ela. E o que eu sou hoje, foi fruto do esforço e dedicação dela.
Meu pai. Ah, meu pai. Sempre estressadinho, sempre ocupado... Quando vc menos espera, PÁ! Leva uma patada. Mas para onde vai o salário dele de todo mês? Faculdade, ônibus, mercado, escola, inglês, academia, viagens, meu intercâmbio! Hahaha. É tudo por mim e pelo meu irmão. TUDO! Sempre chega em casa com uma surpresinha. Desde um chiclete, até um baldão de pipoca. Só pra ter o gostinho de ver um sorrisão estampado na nossa cara. Muito emotivo ele, viu. Chorão! E adivinhem para quem eu puxei: HÁ! Coitado, sempre tiramos sarro dele em casa. Inventamos apelido, damos risada das bobeiras que ele fala. Meu pai, meu ídolo, meu herói.
Minha madrinha. Ah, a mita... (calma, tô chorando...) minha amiga. Ela é exageradamente legal. Sério! E me deu duas joias... Meus primos. Meus amores. Meus amiguinhos, meus aluninhos...
Isso é família.
Você só vê defeito nela... Mas quando está a mais de 10 mil km de distância deles, vc se lembra dos bons momentos... Daquele Natal que vocês passarm juntos, do Ano Novo... todo mundo se abraçando, assistindo à queima de fogos... desejando paz, saúde...
A família... Aquela que às vezes não nos orgulha muito pelas atitudes, mas ainda assim, é família!
Quando você menos espera, todos estão lá por você. Todos vão SEMPRE estar lá por você. Onde quer que seja, quando você precisar...


Temos também a família que escolhemos...
Meu pai costuma dizer que quando você se casa, você não se casa com seu namorado, mas sim com a família dele. Eu não sou casada. Mas se isso que meu pai disse é mesmo verdade, eu tô tranquila. Afinal, um dos lugares que mais me sinto bem, é junto da família do meu namorado.
Eles são diferentes de todo mundo que conheço. São mais felizes do que muita gente. E, assim como minha família, eu sei que quando eu precisar, todos eles estarão lá por mim... Um pai, uma mãe, uma irmã, um irmãozinho, e uma aFILHAda... Deus foi muito bonzinho comigo por colocá-los em minha vida. :')

Duas famílias, um amor pra vida toda, poucos (mas bons) amigos...
Não preciso de mais nada.
Dinheiro? Ah, para! Não há dinheiro que pague a minha felicidade por tê-los comigo hoje e sempre.
Eu estarei aqui para eles e por eles quando for necessário.

Família é isso. É briga, é amizade, é companheirismo, é amor.
E eu sou eternamente grata a Deus pela família que tenho.

Ela vai me fazer muita falta. Muita mesmo.
E se eu conseguir ficar longe deles por um ano, acho que serei a pessoa mais vitoriosa desse mundo.

:')

4 comentários:

Fabricio disse...

Gostei =]

Rafael ;D disse...

gosteeei demais !!

Anônimo disse...

Que lindo o post! :D
Emociona só de ler...

Anônimo disse...

esqueci de assinas: Day rsrs